Planejamento do Tecnoparque de Maringá prevê que obras comecem em 2014

  • 18 de agosto de 2013
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Um laboratório e um complexo de envase serão construídos no Município para a produção do Bevacizumabe, indicado para o tratamento de câncer e de degeneração macular relativa à idade

O planejamento para o início da construção do Tecnoparque de Maringá é de que as obras comecem logo no início de 2014. Isso é o que informou para a Gazeta Maringá o presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Julio César Felix, neste domingo (18). A previsão é de que a obra dure dois anos.

O primeiro passo, no entanto, será o edital para escolher a empresa responsável pela construção da unidade maringaense. “Agora vamos licitar os projetos. Estamos elaborando um edital, com um pré-projeto”, explicou Felix. O edital deve ser finalizado nas próximas semanas, ainda sem data exata.

Com investimento de R$ 100 milhões, a unidade contará com duas construções. Uma delas será olaboratório de produção do Bevacizumabe, medicamento biológico de última geração para o tratamento do câncer e da degeneração macular relativa à idade, que é a perda de visão .

A outra construção será uma área de envase, que serve para o acondicionamento dos medicamentos produzidos. Inicialmente, este último local ficaria em Curitiba, mas a Tecpar mudou os planos, para baratear a execução do projeto e descentralizar a economia estadual.

O investimento será de R$ 40 milhões no laboratório e de R$ 60 milhões no complexo de envase. “Mudamos o envase para Maringá para fazer uma obra só e ficar tudo mais barato, além de contribuir para a interiorização de ações do estado”, contou, por telefone.

Terreno

O terreno de 9 mil metros quadrados e cedido pela Prefeitura de Maringá, fica dentro da estrutura da Cidade Industrial de Maringá. “Reservamos uma área para o Tecpar dentro do futuro Parque Tecnológico para atrair investimentos de ponta”, citou o prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin, reforçando a proposta de atrair para Maringá indústrias de alta tecnologia.

Apesar da proposta, o prefeito garantiu que empresas do Município também vão se beneficiar do espaço. “Priorizamos os empresários já instalados no município e que necessitam de espaço para atender o crescimento de mercado, ao mesmo tempo estamos negociando novos investimentos, especialmente na área de tecnologia.”

Geração de empregos

A unidade maringaense do Tecpar vai contratar entre 160 e 200 profissionais com nível superior em diversas áreas. Ninguém será remanejado de Curitiba para Maringá, mas concursos públicos serão realizados. “Vamos produzir medicamentos de tecnologia avançada, com alto valor agregado e, para isso, precisamos de mão de obra especializada.”

Reunião na Rússia

No início de agosto, membros do Tecpar e do governo estadual visitaram a sede da empresa Biocad, na Rússia, que será parceira na produção do Bevacizumabe.

Desde que a produção em Maringá foi confirmada em junho, os governantes paranaenses não se reuniram com a empresa russa. A reunião serviu para que ambas as entidades delimitassem o cronograma da produção do medicamento, que deverá ser comercializado a partir de 2017.

“O processo já começou e isso servirá para que o medicamento saia muito mais barato do que pagamos atualmente”, afirmou o presidente do Tecpar à Gazeta Maringá, no início deste mês, logo após a viagem à Rússia.

A integração faz parte da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PPD), modelo competitivo de parceria entre laboratórios públicos e privados que visa à aceleração da transferência de tecnologia para alcançar a produção 100% nacional de medicamentos.

Com a medida, o país vai aumentar de 14 para 25 o número de biológicos produzidos nacionalmente, gerando uma queda significativa de gastos com a importação dos produtos. A vinda da companhia russa de biotecnologia foi disputada por cidades de todo o Brasil.

Das 14 PDPs autorizadas pelo Ministério da Saúde, o Tecpar será o primeiro a entregar o produto no país. Segundo o presidente do instituto, a tendência é de que a produção domine 50% do mercado.

“Hoje, o Ministério da Saúde gasta R$ 177 milhões anuais com a importação do produto. Nosso desafio é baixar esse custo em R$ 110 milhões ao ano e reduzir a dependência do Brasil da importação desse medicamento”, declarou.

 

 

Fonte: Gazeta Maringá

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