Pagamento via celular desafia operadoras nos EUA e na Europa

  • 1 de março de 2014
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NOVA YORK – Todas as operadoras buscam maneiras de convencer os clientes a usarem seus smartphones para comprarem produtos online. Desde a Isis, joint venture da AT&T, Verizon e T.Mobile, até a Weve, outro empreendimento conjunto das operadoras britânicas Vodafone, O2 e EE, todas as operadoras estão intensificando os esforços para disseminar os pagamentos via celular. E com boas razões.

Os pagamentos em todo o mundo feitos via telefone celular deverão aumentar 38% este ano para US$ 325 bilhões, em comparação com 2013, de acordo com a consultoria Gartner.

Mas enquanto as operadoras nos mercados emergentes vêm se beneficiando da demanda do consumidor por serviços financeiros por meio dos seus celulares, aquelas de outros países enfrentam ainda obstáculos.

Em parte, os consumidores americanos e europeus têm resistido às iniciativas de algumas companhias de telecomunicações, que tornaram os pagamentos via celular difíceis e complicados de fazer.

Segundo analistas, muitos dos produtos, como envio de dinheiro entre telefones celulares, não são novos, uma vez que os serviços existentes, como os sites dos bancos, já dão às pessoas o que elas precisam.

Inúmeras startups financeiras, como a Square, empresa de pagamentos que tem entre seus fundadores Jack Dorsey, do Twitter, também foram criadas para oferecer recursos para consumidores e lojas realizarem transações mediante dispositivos móveis. O que leva a questionar se a maior agilidade dessas empresas de tecnologia não deixará para trás as operadoras que têm investido muito para iniciar suas operações de pagamento via celular.

Muitos consideram a ascensão do WhatsApp, o aplicativo de mensagens por internet, um sinal de alerta.
Em resposta aos altos preços cobrados pelas operadoras de celulares para o envio de mensagens de texto internacionais, o WhatsApp ofereceu uma alternativa fácil de usar e quase grátis. Com isso, as operadoras em todo o mundo perderam US$ 32 bilhões de receitas no ano passado, de acordo com a empresa de pesquisa Ovum.

A questão agora é se as empresas de telecom enfrentarão problemas similares no setor de pagamentos via celular.
“Inovação não faz parte do DNA delas”, disse Jacob de Geer, fundador da startup sueca iZettle, que oferece um serviço de pagamentos na Europa e América Latina similar ao da Square.

Emergentes. Para alguns observadores do setor, as operadoras precisam ainda convencer os consumidores das economias desenvolvidas de que os pagamentos por celular constituem um serviço melhor do que cartões de crédito e Internet Banking.

Isso contrasta com as economias em desenvolvimento, onde muitas pessoas têm acesso limitado a serviços financeiros. Com poucas alternativas bancárias, as operadoras de celulares têm mais escopo para expandir seus serviços oferecendo pagamentos por meio de um dispositivo móvel.

“Não vejo uma grande mudança no comportamento dos consumidores europeus”, disse Jo Lunder, diretor executivo da Vimpelcom, a sexta maior operadora do mundo em termos de usuários, que opera em países como Canadá e Itália e economias em desenvolvimento como Paquistão e Argélia.

“Mas nos mercados emergentes, uma parte da população continua sem serviços bancários. Você consegue implantar tecnologias que atualmente estão disponíveis nos países mais desenvolvidos”.

Em 2016, a região do Pacífico Asiático deverá ter o maior mercado do mundo no segmento de celulares, com base no valor das transações, de acordo com a Gartner. Transações via celular na região deverão alcançar os US$ 165 bilhões em 2016, ligeiramente à frente da África, onde as transações devem atingir os US$ 160 bilhões no mesmo período. Os Estados Unidos, pelo contrário, permanecerão num distante terceiro lugar e a Europa Ocidental em quarto.

Para conquistar consumidores relutantes, as operadoras precisam provar que podem oferecer serviços que as pessoas realmente desejam usar. As empresas de telecomunicações também terão de mostrar que podem responder às preocupações de segurança, incluindo os temores de que dados pessoais sejam roubados em transações por celular.

/ TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
Fonte: Estadão Link

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