Compra de curtidas e seguidores pode trazer problemas. Saiba quais

  • 25 de fevereiro de 2014
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Usuários que investem em compra de curtidas, além de terem retorno duvidoso, acabam se colocando ao lado de disseminadores de vírus e causando mais antipatia que simpatia

“Mark Zuckerberg enlouqueceu!” “Somente neste Natal, aumente o seu alcance na internet com os nossos melhores pacotes!” “Receba mil curtidas no Facebook por apenas R$ 10!” “Ganhe 2 mil seguidores no Twitter pelo investimento de R$ 55!” “Uma ótima avaliação no Lulu por apenas R$ 24,90!”

Anúncios como esses são fáceis de ser encontrados em sites e blogs. Rápido e barato, esse serviço éuma maneira de aumentar o número de fãs de marcas e produtos. No entanto, especialistas ouvidos pelo Informátic@ afirmam que você pode estar colaborando com um crime. Isso porque caso os seguidores prometidos nos anúncios sejam reais – e não de perfis falsos –, existe a possibilidade de os dados terem sido obtidos por malwares instalados nos computadores das vítimas.

Um dos que foram seduzidos pelos anúncios prometendo “turbinar” sua página no Facebook é Joel Nogueira*, que fotografa casamentos, aniversários, faz books e até tira fotos para documentos em Carinhanha, na Bahia. No entanto, não gosta de pedir aos amigos para curtirem o site. “Eles falam que não ligam para sites com menos de mil likes”, justifica. Então, a saída perfeita, em vez de melhorar o conteúdo publicado, foi comprar as curtidas? O espaço do fotógrafo na rede social tem hoje 1,9 mil fãs. “É apenas questão de sobrevivência na era pós-moderna”, garante.

Joel não precisou procurar muito quando resolveu contratar o serviço. Anúncios de vendas de fãs no Facebook, seguidores no Twitter ou curtidas no Instagram são facilmente encontrados em blogs ou sites especializados em vendas de produtos. O fotógrafo comprou as curtidas num anúncio no Mercado Livre, que prometia mil fãs por R$ 10, o preço mais baixo encontrado pela reportagem.

Há diversas maneiras de conseguir os seguidores prometidos. Uma delas é com o uso de ferramentas automatizadas de criação de perfis falsos, os chamados bots, que utilizam nomes genéricos e, em alguns casos, até fotos. Outra forma comumé por meio de vírus espalhados por mensagens, como “Mude a cor do seu Facebook”. Quando o usuário clica nesse tipo de link, um malware se instala no navegador e passa a ter controle total das redes sociais. Outro modo mais sutil vem em postagens, como “Brincadeira sem graça termina em morte em prédio do Recife”, disfarçadas como vídeo. Ao clicar no link, aparece um aviso: “É necessário instalar uma atualização para ver o vídeo”, que, na verdade, é um programa malicioso.

Fábio Assolini explica que, para se proteger de cair nesse tipo de esquema, basta, na maioria dos casos, ter um bom programa antivírus. “Infelizmente, a maioria dos usuários não possui um software desse tipo ou usa um programa gratuito, que tem uma detecção muito ruim, e com isso o computador acaba sendo infectado, e o criminoso controla totalmente o perfil da vítima.”

De acordo com Fábio Assolini, analista de segurança da empresa de antivírus Kaspersky, o principal problema no mercado de seguidores é que se as curtidas são conseguidas por meio de vírus, se está trabalhando com cibercriminosos.“Quando você vê um perfil que tem 200 mil seguidores, mas 100 mil são bots, isso não vai causar impacto, só vai gerar números. Mas o vírus controla o perfil da vítima, tudo o que ela faz”, afirma.

O artigo nº 154 do Código Penal diz que é crime “invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores (…) com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa”, assim como disseminar vírus que permitam essa invasão, sob pena de três meses a um ano de prisão. O advogado Leandro Bissoli, especialista em direito digital, explica que quem tiver o PC infectado pode procurar a Justiça, mas é complicado identificar de onde veio o malware. “Além disso, a empresa que compra as curtidas também perde com a compra, porque de certo modo os seguidores são falsos, e o usuário da internet consegue identificar isso”, completa.

Vendedor

Vinícius Alexandre* é um dos vendedores que prometem entregar o produto em no máximo sete dias. Para organizar tudo e evitar cobranças desnecessárias, ele criou um site que apresenta a lista de espera dos clientes, a posição na fila e a situação do pedido. A página mostra que entre os 21 compradores estão sites de tecnologia, páginas de humor, portais de vendas e até fanpages de duplas sertanejas.

“Vendo mais para sites de humor e algumas empresas pequenas.” Vinícius, porém, garante que não comete nenhum crime porque consegue os likes de uma terceira maneira. Os interessados se cadastram em sites específicos, e, automaticamente, seguem um certo número de pessoas.

A analista de mídias sociais Luiza Tabet, que cuida de páginas grandes, como a do Banco do Brasil, que tem 850 mil likes, tem outra visão. “No fim das contas, quando você compra as curtidas, acaba falando com quem não tem interesse nenhum pela marca e não tem alcance nenhum.” Não é difícil entender o ponto de vista dela. Na maioria das postagens do maior cliente de Vinícius Alexandre, uma página com mais de 10 mil fãs, não há comentários ou compartilhamentos.

Conteúdo

Consultado sobre a venda de seguidores, o Twitter, por meio da assessoria de imprensa, respondeu que “a compra e venda de nomes de usuários é explicitamente contra as nossas regras. As contas poderão ser suspensas por violação dos termos de serviço se forem descobertas fazendo isso”. O próprio site do Facebook oferece um serviço de promoção de páginas, em que, com uma divulgação extensiva, promete conseguir pelo menos 77 curtidas por dia, pelo preço de R$ 12, valor proporcionalmente bem maior do que cobrado por outros vendedores. A vantagem desse sistema é que, pelo menos teoricamente, os novos fãs são pessoas com interesses pelos conteúdos postados pelos compradores.

*Nomes fictícios a pedido dos entrevistados

 

Cadê aquela página?

Quando a namorada de Douglas Lemos comentou que ele estava muito romântico, o estudante de 22 anos estranhou. A razão do comentário era a última página que ele havia curtido no Facebook, “Amor”. “O pior é que não foi a única vez que isso aconteceu.Teve uma vez que apareceu na minha timeline uma página com um monte de caracteres arábicos. Outro dia, comecei a receber atualização de um cantor de que eu nunca nem ouvi falar”, afirma Lemos, que não se lembra de ter curtido nenhuma das páginas.

 

Compre no Lulu

No auge dos aplicativos de relacionamento, quem tem visão empreendedora pode se dar bem. É o caso dos idealizadores do Lulu Fake, que estão resolvendo o problema de homens mais inseguros. Com preços entre R$ 25 e R$ 100, você pode comprar desde o pacote Pegador, que lhe dá uma avaliação positiva, até o Kid Bengala, em que seis moças contam como você é espetacular na cama (mesmo sem nunca o terem visto).

 

Fonte

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