Brasil é o quarto país em implantação de tecnologias para ter uma infraestrutura de TI confiável

  • 26 de novembro de 2013
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Uma pesquisa independente revelou várias percepções sobre estratégias e infraestruturas de TI implantadas nas empresas e nos governos ao redor do mundo. Chamado de Estudo Global da Curva de Confiança em TI (em inglês, IT Trust Curve), ele foi realizado pela empresa de pesquisa de mercado Vanson Bourne, que realizou 3.200 entrevistas em 16 países em 10 indústrias.

A China ficou no topo do ranking de maturidade: os tomadores de decisão em TI do país relataram a implantação da maior concentração de tecnologias sofisticadas de disponibilidade contínua, segurança avançada e de backup e recuperação de dados. Os Estados Unidos ficaram no segundo lugar em maturidade na Curva de Confiança em TI. Revelando investimentos rápidos e agressivos em tecnologia para solidificar sua influência mundial, três dos quatro países mais maduros – China, África do Sul e Brasil – são países do BRICS. O Japão ficou um último lugar.

Entre as principais conclusões do estudo estão:

  • Níveis baixos de maturidade da TI permeiam o mundo: 57% de todos os entrevistados se situaram nas categorias de baixa maturidade, enquanto que apenas 8% ficaram na categoria de Líder; quanto mais alta a classificação das empresas na curva, maior a probabilidade de elas de já terem implantado projetos de tecnologia estratégicos e de ponta, como Big Data.
  • Falta de confiança na infraestrutura tecnológica: 45% dos participantes relataram que seus executivos não estão confiantes de que suas organizações têm as capacidades adequadas de disponibilidade, segurança e backup e recuperação. No Brasil, esse número aumenta para 50%; o Japão tem o menor percentual de entrevistados (31%) relatando que suas equipes seniores têm confiança nesses aspectos chave de TI, e a Alemanha tem o maior (66%). 19% dos entrevistados citaram uma falta geral de confiança em sua infraestrutura tecnológica. No Brasil, esse número aumenta para 23%.
  • Existem diferenças significativas em relação a como os líderes de TI e de negócios percebem as melhorias: enquanto que mundialmente 70% dos tomadores de decisão em TI consideram o departamento de TI como motivadores/condutores da futura infraestrutura de TI, flexível e segura, esse número diminui para 50% quando os tomadores de decisão em negócios respondem à mesma questão. A divisão no Brasil é de 69% dos tomadores de decisão em TI e de 53% dos tomadores de decisão em negócios; uma diferença de percepção semelhante se estende para as questões chave, como segurança: enquanto 27% dos tomadores de decisão em TI responderam ter sofrido falhas de segurança nos últimos 12 meses, apenas 19% dos tomadores de decisão em negócios relataram terem sido vítimas, indicando que eles não estão cientes de todos os incidentes tecnológicos que impactam os negócios.
  • As organizações com maiores níveis de maturidade evitam incidentes perturbadores e sofrem consequências menores. Por exemplo, mundialmente: 53% das organizações do segmento Líder da Curva de Confiança em TI relataram tempos de recuperação de dados mensurados em minutos, ou menos, para suas aplicações operacionais mais críticas. O percentual diminui para 27% para todas as faixas de maturidade; 76% das empresas do segmento Líder acreditam que são capazes de recuperar 100% de sua perda de dados em todos os casos, contra apenas 44% do segmento Retardatário; no geral, as organizações do segmento de menor maturidade (Retardatário) tiveram perdas financeiras uma e meia vez maiores do que aquelas do segmento de maior maturidade (Líder), em consequência de inatividade nos últimos 12 meses; as falhas de segurança foram os eventos mais custosos sofridos pelos entrevistados mundialmente, que relataram uma perda financeira média, nos últimos 12 meses, de US$ 860.273 devido a falhas, seguido de US$ 585.892 e US$ 494.037, respectivamente, devido à perda de dados e inatividade.
  • As principais inquietações relativas à segurança identificadas em todos os entrevistados foram: acesso de aplicações de terceiros (43%) e proteção de propriedade intelectual (42%), apontando para a necessidade de tecnologias mais avançadas e modelos inteligentes: ainda continua uma grande confiança em ferramentas de segurança “orientadas à prevenção”, com mais de 80% do total de entrevistados usando antivírus e firewalls como sendo as duas soluções de segurança mais comuns; apenas 18% adotaram a Gestão de Informações e Eventos de Segurança (SIEM), 11%, adotaram soluções de Governança de Risco e Conformidade (GRC), que fornecem as capacidades necessárias de monitoramento e resposta para se defenderem de ameaças mais avançadas.
  • Os setores altamente regulados, ao redor do mundo, mostraram níveis de maturidade proporcionalmente mais altos: Além dos setores de TI e Tecnologia (nº 3), os demais setores situados entre os 5 primeiros setores mais maduros globalmente são, o altamente regulado setor de Serviços Financeiros (nº1), o de Ciências Humanas (nº 2), o de Saúde (nº 4) e o Setor Público (nº5).

Os detalhes completos do estudo podem ser vistos neste link.
Fonte: Imasters

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